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quinta-feira, 6 de junho de 2019

What breastfeeding has to do with art?



“Families in the US currently must choose between nursing their babies and paying their rent.”


Make the Breast Pump Not Suck Hackathon is a good example of how collaborative contemporary art is finding new progressive ways to be a welcome partner of post-contemporary societies.

Catherine D’Ignazio, a.k.a. kanarinka is a scholar, artist/designer and software developer whose work focuses on data literacy and feminist technology. She is also one of the driving forces of a case for breastfeeding innovation.

As the website of this peculiar Hackathon states, “The US is one of only three nations worldwide without paid parental leave. The other countries in this club are Papua New Guinea and Lesotho. Women’s return to work outside the home is the leading factor for early weaning. Most US work environments do not provide material or policy-based support for breastfeeding women, including parental leave, flexible schedules, on-site daycare, breaks and spaces for nursing and pumping.”




“The 2018 MIT Make the Breast Pump Not Suck Hackathon and Paid Family Leave Policy Summit convened 250+ collaborators from diverse backgrounds to create better products, programs, policies, and systems to support breastfeeding and pumping with a focus on equity. The dynamic event featured a multimedia art exhibit, a Baby Village to support young children at the event, and an Innovator’s Gallery with start-ups and big businesses.

Watch the documentary by Elizabeth Gray Bayne below to learn more about our values, approach, and the community. Share the video with #breastfeedinginnovation.”

Make the Breast Pump Not Suck 2018 - Official Documentary from Engagement Lab on Vimeo.

Community Innovation Program


“Leading up to the 2018 Hackathon at the MIT Media Lab, we are supporting four Community Innovation teams from Boston, Detroit, New Mexico, and Tupelo. Each team, consisting of talented innovators and passionate advocates for low-income families in their communities, will work to articulate problems in their communities and to kickstart local innovations.”




Speaking Our Truths


27 Stories of What It’s Really Like to Breastfeed and Pump in the United States—download a PDF of the book.

Make the Breast Pump Not Suck: 2019 Update

quinta-feira, 30 de maio de 2019

A vida é bela!


“...working with photography’s weaknesses alongside its subjective descriptive strengths is a challenge I enjoy.” Stephen Gill

A melhor maneira de hoje organizarmos o nosso conhecimento artístico e prazer estético passa por sabermos organizar as redes sociais de que mais gostamos. Por exemplo, o Instagram. Seguir, por fascínio e prazer, os autores que descobrimos em cada manhã que passa, e que febrilmente exploramos ao fim do dia, seguindo as suas obras, mas também os seus gostos e escolhas, é uma nova forma de amar a arte e de crescer ao seu lado.

Seguimos obviamente alguns museus, galerias e publicações que admiramos, as quais, por sua vez, retribuem, com a ajuda da inteligência artificial, sugestões e informações sintonizadas com as nossas preferências. A árvore do conhecimento online cresce rapidamente. Quando menos esperamos (na verdade estamos sempre à espera destes momentos!) surgem as surpresas, a descoberta, o amor à primeira vista. Foi o caso esta manhã, quando vi, pela primeira vez, as fotografias de Stephen Gill no Instagram.

Há muito que não encontrava um autor tão livre de estereotipos, tão naturalista, ou, o que o mesmo, tão capaz de nos devolver uma visão espontânea, inteligente e viva das coisas simples e eternas que nos rodeiam e fazem felizes. Num tempo tão marcado pela incerteza e pela paranóia narcisista, arejarmos a vista diante das histórias contadas por este fotógrafo inglês, é uma bênção.

António Cerveira Pinto


Stephen Gill (born 1971) is a British experimental, conceptual and documentary photographer. Books are a key aspect to Gill’s practice. 
Gill is a British photographer, who mainly draws inspiration from his immediate surroundings of inner city life in East London and more recently Sweden with an attempt to make work that reflects, responds and describes the times we live in.
His work is often made up of long-term photo studies exploring and responding to the subjects in great depth. 
[...] 
In January 2003 Gill bought a Bakelite 1960s box camera made by Coronet for 50 pence at Hackney Wick Sunday market, near where he lived. The camera had a plastic lens, and it lacked focus and exposure controls. 
Over the next four years he had used the camera to photograph within the extremely varied environment of Hackney Wick, including waterways and allotments; and to make portraits of people at the Sunday market and who lived and worked in the area. 
The subject parameters to this long-term obsession were geographical rather than conceptual. 
The lack of image clarity that the plastic camera offered aligned very much with Gill’s frame of mind at the time. As such images seemed to deny information, but somehow managed to retain a heightened sense of place and allow the images to breath without forcing a point. 
Wikipedia

Stephen Gill (b. 1971, Bristol, UK) became interested in photography in his early childhood, thanks to his father and interest in insects and initial obsession with collecting bits of pond life to inspect under his microscope. 
“Stephen Gill has learnt this: to haunt the places that haunt him. His photo-accumulations demonstrate a tender vision factored out of experience; alert, watchful, not overeager, wary of that mendacious conceit, ‘closure’. There is always flow, momentum, the sense of a man passing through a place that delights him. A sense of stepping down, immediate engagement, politic exchange. Then he remounts the bicycle and away. Loving retrievals, like a letter to a friend, never possession… What I like about Stephen Gill is that he has learnt to give us only as much as we need, the bones of the bones of the bones…” 
Iain Sinclair

Stephen Gill homepage

terça-feira, 30 de abril de 2019

Maker Art 2019 - manifesto

André Sier, performance espontânea interativa

Maker Art é simultaneamente um fablab de arte e tecnologia digital (A&T), e uma feira de obras de "new media art" em fase de projeto, ou já realizadas. O new media art é, por outro lado, um novo capítulo, muito diversificado e por vezes complexo, da arte atual, ao qual falta todavia o reconhecimento institucional devido, a museologia apropriada, os incentivos públicos imprescindíveis, e um mercado essencialmente dirigido a colecionadores.

Maker Art é provavelmente a primeira feira de ideias e obras de arte centrada nas relações entre arte e tecnologia. Os chamados nativos digitais têm hoje entre 20 e 26 anos, quer dizer, boa parte dos mesmos é licenciada ou frequenta estudos superiores. O seu perfil cultural e estético foi portanto marcado por uma espécie de pós-contemporaneidade cultural e artística, cujo traço dominante é a fragmentação das noções e experiências do espaço e do tempo.

Faz, pois, todo o sentido ir ao encontro de uma geração para quem cultura e tecnologia formam uma evidente simbiose. Desconsiderar esta hipótese só poderá agravar a crise de públicos culturais, nomeadamente no setor das artes plásticas, numa economia da atenção cada vez mais competitiva e sofisticada.

Aos principais atores culturais—museus e outras instituições artísticas, governos, poderes municipais, colecionadores e mercado—propomos, pois, que aceitem o desafio de proteger e potenciar o futuro do binómio A&T na tecnosfera em plena aceleração, que é a de todos nós.

António Cerveira Pinto
30 de abril de 2019

domingo, 17 de março de 2019

Leonor Antunes, Graça Fonseca e a Bienal de Veneza

O populismo é um fruto podre do maniqueísmo identitário


Cuidado com a hipocrisia das esquerdas, e com a misandria!


Este comentário à polémica suscitada pelas afirmações da artista Leonor Antunes, cuja participação na Bienal de Veneza, como representante do país chamado Portugal, saúdo, foi suscitado por um escrito sibilino de Eduardo Pitta no Facebook sobre este mesmo assunto.

Transcrição

INSCRIÇÃO — Numa altura em que, acerca do estado do mundo, em geral, e da situação política portuguesa em especial, ninguém sabe o que pensam os artistas, os escritores e os intelectuais portugueses com visibilidade mediática, este statement de Leonor Antunes, a artista plástica escolhida para representar Portugal na Bienal de Veneza deste ano, é eloquente: 
«A situação no mundo é bastante triste, com países que se estão a tornar regimes fascistas e populistas. Se tivéssemos um regime diferente, de direita, eu nunca teria aceitado o convite. [...] A situação que vivemos é muito grave. Vivo em Berlim, o governo não é assim tão desinteressante, mas a extrema-direita está no parlamento e era uma voz até há muito pouco tempo proibida, digamos. Sou uma estrangeira que vive em Berlim e não são esses os valores que quero dar à minha filha. Se estivesse o PSD ou o CDS no governo, eu não aceitaria. Embora sejam partidos democráticos, defendem valores em que não acredito.» 
Leonor Antunes está muito acima do patamar partidário, não havia necessidade, mas a frontalidade (a inscrição) é de louvar. 
Passou-se isto durante a conferência de imprensa em que foi anunciada a sua escolha entre dezasseis artistas a concurso, doze homens e quatro mulheres, escolha feita por um júri constituído por Cristina Góis Amorim, Nuno Moura, Catarina Rosendo, Jürgen Bock e Sérgio Mah. 
A Direita já começou a dar pinotes. Nuno Melo exige a sua cabeça: «Tem que ser substituída.» Nonsense. Barreto Xavier esperneou. 
Leonor Antunes tem 47 anos, vive em Berlim desde 2005, e obras suas fazem parte das colecções de museus importantes em vários países: Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Brasil, México e Estados Unidos. Em Portugal pode ser vista na Gulbenkian e em Serralves. 
O trabalho que vai apresentar em Veneza, «Uma costura, uma superfície, uma dobradiça e um nó», será exposto no Palazzo Giustinian Lolin, exposição comissariada por João Ribas, antigo director artístico de Serralves. (1)

Quem é Leonor Antunes?

“Leonor Antunes é uma artista plástica de origem portuguesa [sublinhado meu] radicada em Berlim desde 2005.” (2)
“Leonor Antunes (Lisboa, Portugal, de 1972) es una escultora portuguesa que reinterpreta en sus esculturas el diseño de objetos, detalles arquitectónicos y obras de arte moderno.” (3)

Renunciou Leonor à nacionalidade portuguesa? Era bom esclarecer esta dúvida e acertar as versões publicadas na Wikipédia e noutras publicações (como, por exemplo, as tabelas da Coleção Daimler).

Pedro Cabrita Reis. Estátua do Doutor José Vieira de Carvalho, Presidente da Câmara da Maia, 2003.
Foto: CMMaia

Outras incongruências

“In 1944, almost half of Daimler Benz’s 63,610 Daimler Benz employees were civilian forced labourers, prisoners of war or concentration camp detainees.” (4)
Em 1999 convidei Leonor Antunes para participar na Bienal da Maia. Aceitou e participou, muito bem. O edil da Maia, à época, era um notório político de direita: José Vieira de Carvalho. Esta espécie de pater familias fora deputado à Assembleia Nacional no tempo de Marcello Caetano. Esteve depois preso, às ordens do Comandante da Região Militar Norte, entre 11 de março e 25 de novembro de 1975, acusado de ser um dos ativistas (de extrema direita, claro) do ELP /Exército de Libertação de Portugal. Já em plena liberdade e gozando de todos os seus direitos, foi eleito em 1979 presidente da câmara municipal da Maia, onde permaneceria até morrer, em 2002. Pedro Cabrita Reis erigiu-lhe uma estátua!

Admito que à época Leonor Antunes não estivesse tão politizada como hoje. Afinal, ainda não emigrara para Berlim. Mas foi na Alemanha que a sua obra entrou na Coleção Daimler, sediada em Estugarda, sucessivamente em 2008 e 2014 [Wikipédia e art.daimler.com]. Não lhe suscitou então—pergunto— nenhuma dúvida moral entrar na coleção de arte de um gigante industrial cuja deplorável colaboração com o regime hitleriano é bem conhecida, já para não invocar a sua tremenda pegada ecológica?

Leonor Antunes. Balfron tower (uncertainty and delight in the unknown), 2007
brass screen, brass lamp, wall sculpture (brass, electric thread), floor work
Curtain: 168 x 268 x 1 cm; wall object: 193 x 290 x 2 cm; lamp: 65 x 65 x 20 cm
Acquired in 2008
Daimler Art Collection


Ou ainda, parecerá bem a Leonor Antunes as suas colaborações com o Museu de Serralves, sendo esta instituição pública resultado de uma ideia posta no terreno pela social-democrata Patrícia Gouveia enquanto secretária de estado de Aníbal Cavaco Silva—um governo de direita, como hoje se diz, e à semelhança do que o PCP sempre disse—, e que tem hoje à frente do seu conselho de administração e comissão executiva uma presidente oriunda do setor financeiro, um representante do BPI, principal mecenas privado da instituição, e uma ex-ministra da cultura, socialista—ou seja, o Bloco Central a que o regime nos habituou desde 1983?

Leonor Antunes critica o que afirma serem duas tristes realidades: a deriva populista europeia e o paternalismo da arte contemporânea. Estou de acordo, em geral, com estas duas críticas.

No entanto, convém sublinhar que os fenómenos populistas de extrema direita não têm, nem de longe nem de perto, em Portugal, a expressão urbana, ideológica e institucional que adquiriram na Alemanha, onde a Leonor vive e trabalha desde 2005. Por outro lado, o domínio do sexo masculino nas artes visuais contemporâneas no nosso país é mais superficial do que parece. Basta começar a contar as mais prestigiadas artistas portuguesas desde a segunda metade do século 20 para cá: Maria Helena Vieira da Silva, Paula Rego, Salette Tavares, Ana Hatherly, Ana Vieira, Helena Almeida, Menez, Lourdes Castro, Ana Jotta, Joana Vasconcelos, Filipa César, Ângela Ferreira, Susanne Themlitz, Leonor Antunes, Salomé Lamas, etc. As obras de Vieira da Silva, de Paula Rego e de Joana Vasconcelos são aliás as mais internacionais e as comercialmente mais valiosas de toda a arte portuguesa do século 20. Nenhum outro artista português do sexo masculino se aproxima sequer destes três nomes, quer no preço das obras, quer na popularidade.

Pedro Cabrita Reis, sempre atento às suas quintas, e ao ar que se respira nos corredores do estado e do dinheiro, inaugura no dia 21 de março, na Fundação Arpad Szénes – Vieira da Silva, uma exposição só com mulheres, intitulada candidamente “A metade do céu” (5). Não consta que a mesma tenha sido objeto de qualquer desconstrução feminista até à data. Todas, exceto Ana Vieira e outras artistas que já faleceram, responderam afirmativamente à chamada do simpático cabotino. (5)

No papel de curador, em 1999, para a Bienal da Maia, comecei por convidar Pedro Gadanho e Catarina Rosendo para me ajudarem no projeto. Do resultado desta colaboração, o número de participações do sexo feminino não confirma, antes contradiz, a preocupação da atual ministra da cultura com “a invisibilidade das mulheres artistas” (6).

Bienal das Maia, 1999 (artistas com nomes femininos)

Alice Geirinhas
Ana Pinto
Ana Quintans
Berta Ehrlich
Catarina Alves Costa
Catarina Campino
Catarina Leitão
Catarina Mourão
Catarina Simões
Cecília Delgado
Dores Queirós
Eva Mota
Fernanda Pereira
Filipa César
Gabriela Vaz
Helena Lopes
Inês Pais
Joana Pimentel
Joana Vasconcelos
Joana Villavede
Leonor Antunes
Lúcia Alves
Luciana Fina
Margarida Correia
Marina Reker
Paula Guerra
Rita Nunes
Sara Anahori
Shi Yong
Susana Pomba
Susanne Themlitz

É certo que a proporção de género terá andado à volta de uma participante com nome feminino por cada três artistas com nome masculino. Acontece, no entanto, que impor paridades de género neste domínio teria sido e será sempre uma forma de prepotência ideológica. Em primeiro lugar, porque não há apenas dois sexos mas, pelo menos, uma dezena. Para além dos machos e fêmeas, contam-se hoje mais oito variantes de género: LGBTQIAP+

Estabelecer uma proporcionalidade de género, por exemplo na participação portuguesa na Bienal de Veneza, para além do problema prévio de saber quem é português, implicaria mapear, pelo menos, dez géneros, a correspondente proporcionalidade, e só depois dar a palavra ao comissário!

Não devemos, em suma, transformar as questões de género numa guerra identitária por migalhas, ou por arcas recheadas de poder e dinheiro. Cada macaco no seu galho. A qualidade da arte dirime-se em espaço e tempo próprios. A história e a antropolgia da arte necessitam, aliás, de muito tempo para construirem os seus consensos.

Leonor Antunes é uma escolha justa para a representação portuguesa na Bienal de Veneza, apesar do impacto polémico das suas declarações de princípio, e sabendo nós que os presentes e futuros colecionadores das esculturas de Leonor Antunes são e serão muito provavelmente piratas, especuladores e exploradores situados na banda direita do espetro político, não representando mais de 0,1% da população portuguesa, alemã, europeia, ou mundial.


NOTAS

  1. Eduardo Pitta (in Facebook)
  2. Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 10h29min de 17 de março de 2019.
  3. Wikipédia. Esta página se editó por última vez el 19 mar 2018 a las 21:01; primeira edição: 19.11.2016
  4. Company History. Daimler-Benz in the Nazi Era (1933 - 1945)
  5. Armanda Duarte, Aurélia de Sousa, Catarina Leitão, Cecília Costa, Clara Menéres, Cristina Ataíde, Cristina Mateus, Fátima Mendonça, Fernanda Fragateiro, Filipa César, Gabriela Albergaria, Graça Costa Cabral, Graça Morais, Graça Pereira Coutinho, Helena Almeida, Inês Botelho, Joana Bastos, Joana Rosa, Joana Vasconcelos, Josefa de Óbidos, Júlia Ventura, Leonor Antunes, Lourdes Castro, Luísa Correia Pereira, Luísa Cunha, Mafalda Santos, Maria Helena Vieira da Silva, Maria José Aguiar, Maria José Oliveira, Marta Soares, Menez, Patrícia Garrido, Paula Rego, Raquel Feliciano, Rita GT, Rosa Carvalho, Salette Tavares, Salomé Lamas, Sandra Baía, Sara (& André), Sara Bichão, Sarah Affonso, Sílvia Hestnes Ferreira, Sofia Areal, Susana Anágua, Susana Mendes Silva, Susanne Themlitz, Tânia Simões, Teresa Segurado Pavão, Túlia Saldanha, Vanda Madureira.
  6. Com Leonor Antunes a caminho de Veneza, ministra da Cultura quer combater “a invisibilidade das mulheres artistas”, Público.

sábado, 2 de março de 2019

Antropoceno e que mais?

Paul Rosero Contreras - Dark Paradise (2018)

Dark Paradise in Cristal Waters


“The fairest thing in nature, a flower, still has its roots in earth and manure.” D. H. Lawrence

Esta tarde de sábado, na Sociedade Nacional de Belas Artes, pelas 18:00, vou conversar com Miguel Petchkovsky, Paul Rosero Contreras e Anna Shvets sobre arte, investigação e ambiente, sobre a Bienal da Antártida e as ilhas Galápagos—o arquipélago onde Charles Darwin terá encontrado o nexo causal da evolução das espécies: a chamada “seleção natural”.

A dez meses de Lisboa se exibir como Capital Verde Europeia, esta será uma conversa oportuna, nomeadamente para a chamada arte ambiental e as várias correntes artísticas contemporâneas centradas na sustentabilidade ameaçada do planeta, por causas diversas, nomeadamente humanas.

Estaremos a presenciar e a causar, de facto, o fim de uma era a que alguns chamam Antropoceno? Terão os humanos tanto poder? Ou, pelo contrário, a histeria ambiental não passa disso mesmo, duma histeria, de uma nuvem de medo que encobre outras nuvens tóxicas bem mais preocupantes, que é ao mesmo tempo vendida a todos nós, financeiros, industriais, governos, cientistas, artistas e consumidores, como uma grande oportunidade?

Recomendo, para esta conversa, dois autores que descascam alguns aspetos perversos do frenesim ecologista e o regresso dum certo romantismo de boa consciência: Timothy Morton, e o seu livro Ecology Without Nature, Rethinking Environmental Aesthetics (2009), e The Skeptical Environmentalist - Measuring the Real State of the World, de Bjørn Lomborg.



Referências

dark-paradise.org

@darkparadiseproject (Facebook)

@darkparadise.art (Instagram)

http://paulrosero.com/