quinta-feira, 18 de outubro de 2018

radio_art rescued posts (2003-2004)

radio_art 

blogging on post-contemporary issues (edited and sometimes written by Antonio C-Pinto)

Monday, September 29, 2003

Process

Luis Brilhante shows new abstract paintings.

"The outcome should be more important than process" - Luis Brilhante.

17 mixed media paintings, with a Pollock flavor, but also with a techno drive in it. "Process" refers to a group of abstract, abrasive and luminous paintings. They are obtained after a systematic procedure. First, Luis Brilhante draws with his computer hundreds of traced black lines. After this first stage, some selected outputs are printed on white paper. Dozens of sheets are then embedded in the canvas thru a "collage" procedure. On top of this there is acrylic painting done in some kind of "action painting" fashion. The finishing level is done with a sander machine! The resulting pattern, well it looks to me like very poetic satellite pictures taken from some unknown battlefield. - ACP.

More at Quadrum
1:49:48 AM 

Monday, October 6, 2003

WSOA Wits School of Arts.

Johannesburg opens new art school.

Where are the hotspots of 21st century art? Well, I think they are not in New York, Los Angeles, Maastricht or London anymore. Places like Tokyo, Prague, Shanghai, Bombay, Istanbul, Porto Alegre, Buenos Aires or Johannesburg seem much more alive, thrilling and promising. On one side, we cannot expect nothing but the falling leaves of Western chic: bureaucracy, inside trading, conceptual cynicism and political hypocrisy. On the other side, sprouting like a mental ring, we foresee the vortex of another kind of creativity: less formalistic, less de-constructivist, more cooperative, and more constructivist (or, as I prefer, re-constructivist.) Networking is definitely better than genius!

Young interesting artists will stop flying to London and New York as they did in the last 60 years, nurturing the novelty and quality of so-called "Contemporary Art". It is time now for qewing to South America, Africa, Eastern Europe and Asia. Is this just another case of wish full thinking? I don't think so. Watch WSOA and it's new interdisciplinary blow. - ACP.

WSOA
4:48:53 PM

Sunday, November 2, 2003

Art speculation

Elipse Foundation

A 20 million Euros art fund will be launched by the Portuguese finantial institution Banco Privado Portugues (BPP) beginning next year. To enter this art fund you will have to spend a minimum of Euros 250.000. The fund will last 7 to 9 years. After this period of time the BPP will sell the entire collection to a Portuguese, Brazilian or Spanish art museum. Investors will have the option to either sell their titles accordingly to the economic evaluation of the art collection or to get tax exemptions by donating them to the final receiver of the artworks. Accordingly to Portuguese weekly magazine Expresso, Elipse Foundation will build a very ambitious international art collection. The BPP chairman, Mr Joao Rendeiro, will host the presentation of this project on November 10th at Fundacao Arpad Szenes-Vieira da Silva, in Lisbon. It will be interesting to know how much artists will gain from this engineering strategy. Will the European "droit de suite" apply to the final sell off (or donation) of the collected items? - ACP.

9:06:02 PM

Wet Dreams

Luis Herberto hardcore paintings

Quadrum Art Gallery, Lisbon.
November 06 - December 12.

"Wet Dreams" is a perfect example of a non politically correct art exhibition. It's not pornography but it's on pornography. It has not been done to excite people as porno sites do, but the paintings shown in this exhibition are all about female masturbation and female zoophilia.

Portuguese people are in this very moment going through a collective media catarsis about the moral issues surrounding sex practices and so-called sexual perversions. This is happening because several media jet-set people and politicians got envolved in a mega sexual scandal related to child abuse and paedophilia. Most Portuguese have been living in a real "reality show" during the last six months! And it will go on for the next one to five years ahead!

I have decided to show Herberto's paintings right now for a simple motive: child abuse and exploitation, as pedophilia, must be exposed and severely punished. But we must watch out all the moralists (usually right wing hipocrates) that will try to use this opportunity to atack democratic rigths and liberties in general, as well as the specific sexual liberties obtained during the last 100 years. - ACP.

more at Quadrum's site
5:47:05 PM 

Monday, May 03, 2004

France Cadet

'Leçons' at Quadrum Art Gallery (Lisbon).

Known by her robotic and bio-oriented new media art, France Cadet (French, 1971) produced in 2003 a series of 11 photographs of her own body playing a "dé-construction" of Aubade's advertising campaign. Actually a very provocative show, as it is, "Leçons" stands not only as an intellectual exercise on "de-construction", not only as an interesting feminine erotic perspective, but definitely as a sharp contrast with the persistent conservative ideology of Portuguese art. -- AC-P

France Cadet by France Cadet, and more.
12:02:58 PM 

http://radio-weblogs.com/0130374/2003/09/29.html

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Manifesto contra a indigência



No centenário de Amadeo de Souza-Cardoso


Primeiro-ministro anuncia programa a dez anos para comprar arte portuguesa António Costa considerou o timing da carta “oportuno”, em vésperas da entrega da proposta para o próximo Orçamento do Estado, e explicou que o ministro da Cultura, “no âmbito do reforço progressivo” do “orçamento limitado” para o sector, vai “criar um novo programa para os próximos dez anos de aquisição anual por parte do Estado de arte contemporânea” portuguesa, esperando que o valor inicial (300 mil euros em 2019) possa vir a aumentar gradualmente. E pediu a colaboração dos artistas plásticos para encontrar “uma forma clara, transparente” de constituir júris e comissões responsáveis por essas aquisições. — in Público, JOANA AMARAL CARDOSO 10 de Outubro de 2018, 20:06

Eu assinei esta carta aberta, desconhecendo se houve ou não jogo combinado. Seja como for, a pasmaceira e a manipulação do mundo indígena das artes plásticas acordou por um instante. As coleções privadas, como se sabe, sobretudo em países pobres e corruptos, acabam invariavelmente nos cofres do Estado. Em breve, os Mirós do ex-BPN, as obras da ex-Fundação Eclipse, do ex-BES, e até do próprio Museu Berardo (certamente mais tarde), irão constituir um apreciável acervo de arte moderna e contemporânea, a somar à coleção da falida Fundação de Serralves, bem como ao acervo do Museu Nacional de Arte Contemporânea—do Chiado. Falta agora tão só saber gerir estes fundos usando apropriadamente os edifícos do Estado, tais como o CCB, a Fundação de Serralves, e uma série de simulacros municipais de museus de arte contemporânea espalhados pelo país fora, que nasceram como operações imobiliárias, a que se seguiram buracos financeiros, inépcia curatorial, cretinismo burocrático que baste, e a eterna persistência das sinecuras para os boys e girls do regime. Antes de mais, é urgente cortar a endogamia e a máfia das artes plásticas pela raíz (a tal que se locupletou com o erário público disponível ao longo de décadas, através da captura de algumas instituições chave da pseudo-museologia portuguesa contemporânea). Sem isto, nada mudará, e haverá cada vez mais artistas sem saber como pagar a renda de casa ao fim de cada mês. Porque a do atelier, essa já há muito deixou de ser um problema...

Um abraço!

terça-feira, 4 de setembro de 2018

MAAT "saneia" Pedro Gadanho


Um desfecho esperado há já algum tempo. 


O que então não passou dum zum-zum tornou-se realidade. O MAAT é um conceito errado; museu de arte, arquitetura e tecnologia é uma espécie de albergue espanhol, ou, neste caso, mais propriamente, um saco de gatos. Outro erro crasso do projeto é a sua identificação canina com a EDP, uma ex-empresa pública oferecida ao senhor Xin Jinping, que tem abusado da sua posição dominante impondo aos portugueses a energia mais cara da União Europeia (em paridade do poder de compra).

A China não aprendeu em tempo o significado da expressão 'softt power', e já é tarde para aprender. Assim sendo, deixando a coisa entregue à corte indigente indígena, o mais provável é termos o João Fernandes à frente do MAAT depois dum embuste concursivo qualquer e de um curso acelerado de Mandarim. O problema das ditaduras, incluindo naturalmente as ditaduras culturais, é que entram em pânico com a concorrência, e morrem de medo da sua própria morte.

Post scriptum — Alguns amigos viram nesta crítica um ataque especialmente duro contra o trabalho de Pedro Gadanho no MAAT. Mas não é! Para evitar más leituras, aqui vai:
  1. O erro de Pedro Gadanho, que imagino ter resultado do colete de forças em que se viu metido, foi não ter exigido uma definição mais clara e coerente para o museu que a Fundação EDP viria a patrocinar. Faria todo o sentido que fosse um museu dedicado à energia, ou à tecnologia, ou um museu de arquitetura, pois não há nenhum no nosso país, estando, por outro lado, a menos de 500 metros do Museu Berardo, e a concorrer por um público cada vez mais escasso, contra a a Fundação Gulbenkian, o mausoléu da Caixa que também se dedica aos contemporâneos, e ainda contra o Museu de Arte Contemporânea do Chiado! Num país falido, em que os arquitetos sem emprego se dedicam cada vez mais ao design, às artes visuais e até à música, era de prever que um projeto a cavalo entre as artes plásticas e a arquitetura, não sendo uma coisa nem outra, não iria ter vida fácil, sobretudo quando os parcos recursos institucionais que sempre foram deixados aos artistas (exceção feita, claro, dos artistas do regime que sofrem da síndrome da cadeira de Salazar) começaram a ser comidos pelo lóbi dos arquitetos do regime e seus amigos, e quando os arquitetos em geral pensarão, com justeza, que um museu de arquitetura em Lisboa poderia ajudar a civilizar os autarcas e a educar os patos-bravos.
  2. Por outro lado, observando o modo de recrutamento dos administradores da Fundação EDP, como aliás da generaldiade das instituições clientelares do Estado português, seria de esperar que não houvesse, como não houve, não há, nem haverá, estabilidade numa instituição que, afinal, se alimenta de lucros excessivos na exploração dum bem tão essencial, como é a energia. As fundações tornaram-se no nosso país coisas desconfiáveis, sobretudo porque foram tomadas de assalto pela casta político-partidária que é o regime que hoje temos.
  3. Finalmente, mas é o menos importante, as grandes exposições temáticas do MAAT não me convenceram, apesar dos bem sucedidos projetos de João Onofre, Miguel Palma e Gary Hill.

Pedro Gadanho sai do MAAT em JunhoFundação EDP estendeu o mandato do director por apenas mais nove meses.
ISABEL SALEMA 3 de Setembro de 2018, 20:25
Público 
O arquitecto Pedro Gadanho vai deixar a direcção do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, no final de Junho de 2019, anunciou esta segunda-feira a Fundação EDP, em comunicado. A fundação tinha a possibilidade de renovar o contrato com Gadanho, que termina agora em Setembro, por mais três anos. Porém, de acordo com o comunicado, "a Fundação EDP e o arquitecto Pedro Gadanho decidiram, por mútuo acordo, prolongar a colaboração do director do MAAT até ao dia de 30 de Junho de 2019", apenas mais nove meses. "Pedro Gadanho assegurará, assim, um período de transição durante o qual a Fundação EDP irá desenvolver os procedimentos necessários para a escolha do novo director do MAAT", acrescenta o mesmo comunicado.  
"Não vamos fazer mais comentários", disse ao PÚBLICO o director-geral da Fundação EDP, Miguel Coutinho, acrescentando apenas que o novo director poderá ser escolhido através de um concurso internacional. O período de transição permitirá também a Pedro Gadanho finalizar a programação já desenhada para 2019.

Atualizado em 6/9/2018 00:45 WET


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domingo, 2 de setembro de 2018

the new art fest '18


Introdução


Este blogue é um desejo, um programa provisório, e uma visão do festival deste ano.
The new art fest '18 tem o seu foco principal na arte eletrónica e digital americana, da Terra do Fogo ao Alasca. Considerámos o intervalo dos últimos 25 anos, durante o qual emergiu um fenómeno global chamado Internet.

Estabelecemos para tal uma cronologia subjetiva dos acontecimentos, e elegemos os autores e por vezes as obras que consideramos especialmente exemplares da metamorfose em curso.

As chamadas artes visuais de vanguarda de autores americanos começaram a mover-se em 1952 para fora dos seus enquadramentos materiais e disciplinares convencionais.

Assim foi com John Cage e a obra 4’ 33” no ano do meu nascimento, prosseguindo em 1961 com os métodos heurísticos de George Brecht. Edward Rucha, em 1962, Bruce Nauman, em 1965, Mel Bochner, Robert Smithson, Allan Kaprow, Robert Morris e Dan Graham, em 1966, Experiments in Art and Technology (E.A.T.), de Billy Klüver, Fred Waldhauer, Robert Rauschenberg e Robert Whitman, em 1967, Nam June Paik e Charlotte Moorman, e ainda Tony Conrad, em 1969, formam parte de uma geração que mudou para sempre a arte americana, abrindo paradoxalmente as portas à emergência de uma arte imaterial suportada por uma nuvem tecnológica, computacional, digital e rizomática que continua a expandir-se.

É depois nesta geração que a nossa história começa, saltando por cima de todas as regressões nostálgicas, especulativas ou simplesmente maneiristas e populistas que se lhe seguiram.

A história da era digital das artes está ainda por contar, e sobretudo por assimilar à luz de uma reforma profunda dos conceitos de ‘galeria’, ‘exposição’, ‘museu’, ‘obra de arte’ e ‘posse’ de uma obra de arte na era da sua radical desmaterialização, reprodutibilidade e derivação—uma era onde, por outro lado, a receção estética é modulada e alterada pelo público à medida das suas próprias expectativas, deixando a propriedade da arte de assumir a figura de uma posse possessiva.

America online & the net generation é uma das representações possíveis da arte pós-contemporânea, no sentido em que esta deixou de caber no espaço económico e arquitetónico tradicional da arte contemporânea.

Podemos ver a coisa como um ensaio online, com a sua hidra de links, de que os espaços físicos convocados mais não são do que outras tantas oportunidades para um diálogo IRL (in real life), quer dizer, como a mesa posta para um grande banquete de carne e osso.

Ao tornar público este blogue (the curator’s blog) estou, por assim dizer, a divulgar um manifesto cuja concretização no aqui e agora de um festival em Lisboa dependerá sobretudo da capacidade subjetiva, económica e institucional dos seus muitos protagonistas.

É caso para dizer, abram-se as portas do futuro anterior!

António Cerveira Pinto

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

I just LOVE THAT LAVA


Una Lee — great voice


UNA LEE - VOICE
RICARDO JACINTO - CELLO & ELECTRONICS
NUNO MORÃO - DRUMS & PERCUSSION

Recorded @ SCRATCH BUILT STUDIOS_Lisbon & SARC_Belfast.